12 março 2021

PÉ DA SERRA: QUEM ACODE À RUA DAS CARRETAS?


As imagens mostram o estado calamitoso em que se encontra a Rua das Carretas na aldeia de Pé da Serra, desde Abril de 2020.
As fortes chuvadas que se fizeram sentir na região, naquela altura, provocaram danos de grande monta no pavimento da rua, arrancando parte da calçada em paralelos de granito e derrubando um muro de uma propriedade particular,  "invadida" pelas enxurradas e pelos materiais (pedras, areia e detritos) que ficaram depositados no terreno.
Foram prejuízos de algum valor monetário, a juntar a outros de natureza moral e às condições de insegurança geradas por esta situação, à qual a Câmara de Nisa tem feito sucessivos "ouvidos de mercador".
Com efeito, a autarquia foi por diversas vezes alertada este problema, quer através das cartas de um dos moradores, o mais prejudicado com a queda do muro e invasão da sua propriedade pelas águas pluviais, quer em intervenções na Assembleia Municipal, a última das quais no passado dia 26 de Fevereiro e a que a presidente da Câmara nem se dignou responder.
É uma situação que não tem qualquer justificação, passado quase um ano, ainda para mais sabendo a autarquia, tal qual as imagens mostram, que o local não está devida e legalmente sinalizado, representando também um perigo para quem circula nesta artéria, uma das mais importantes e concorridas da aldeia de Pé da Serra.
Para quem tanto se ufana de que "trabalham para as pessoas", é tempo de meter "mãos à obra", resolver os problemas dos munícipes e concretamente esta situação vergonhosa, demonstrativa de desleixo e incúria por parte do poder municipal, tratando todos os habitantes do concelho por igual e sem discriminações de qualquer espécie. Essa a principal finalidade do poder local.

Mário Mendes

AMBIENTE: 10 anos acidente Fukushima - E se fosse Almaraz?

Hoje, dia 11 de março, assinalam-se 10 anos sobre o dramático acidente nuclear de Fukushima, no Japão, na sequência de um tsunami gerado por um fortíssimo abalo sísmico. Os efeitos devastadores e catastróficos deste acidente, entre os quais a explosão de reatores da central nuclear, no dia seguinte, decorreram da incapacidade de resistência do sistema de refrigeração.
Para além das inúmeras mortes, resultaram ainda desta catástrofe 150.000 refugiados, dentro do seu próprio país. Pessoas que, ainda hoje, se mantêm impossibilitadas de regressar às suas habitações, por estarem localizadas dentro do perímetro de perigo radioativo mortífero. Em torno da central, foi criado um perímetro de salvaguarda, à volta dos 28 milhões de metros cúbicos de solo radioativo contaminado diretamente pela central.  Este desastre nuclear causou biliões de euros de prejuízos e os custos, decorrentes da descontaminação, irão perdurar por anos e anos.
Isto foi no Japão, um país que é dado como exemplo a nível da segurança tecnológica.
E se tivesse sido em Almaraz, na central nuclear que há muito ultrapassou o seu prazo de validade e que o Governo Espanhol teima em manter em funcionamento?
E se tivesse sido em Almaraz, na central nuclear que tem um sistema de refrigeração similar ao de Fukushima?
Que teria acontecido às populações raianas ou ribeirinhas do Tejo?
Até onde teria chegado a contaminação das águas do Tejo?
Que preparação têm as nossas entidades e a própria população para fazer frente e reagir a este tipo de acidentes, sem terem nenhuma central nuclear no país, nem haver qualquer tipo de simulacro que lhes ensine o que fazer?
Estas são algumas das questões que Os Verdes, legitimamente, voltam a colocar nesta data. Hoje, é dia de relembrar os que sofreram com a tragédia de Fukushima e também de voltar a exigir ao Governo Português que desenvolva iniciativas, junto do Governo Espanhol, para que a central nuclear de Almaraz seja encerrada com a maior urgência, para que nenhum habitante do nosso país venha algum dia a ser vítima de tal sofrimento.
Coletivo Regional de Portalegre de Os Verdes - 11 de Março de 2021

17 janeiro 2014

Zeca Afonso nas Festas de S. Simão (1980)




Sinalização e marcação do Caminho de Santiago no concelho de Nisa


O Sector de Atividades Desportivas e Lazer da Câmara Municipal de Nisa está a implementar o projeto de Sinalização e Marcação do Caminho de Santiago na sua passagem pelo concelho de Nisa.
O principal objetivo deste projeto é a correta orientação dos peregrinos que se dirigem a Santiago de Compostela, mas tem outros objetivos transversais, como a definição de etapas que contemplem a pernoita de peregrinos tanto em Alpalhão como em Nisa, contribuindo desta forma para a sustentabilidade do comércio local designadamente nas vertentes da restauração e da hotelaria.
Foram realizados trabalhos de prospeção, de reconhecimento e de limpeza em troços do Caminho e está em curso a sinalização e marcação do percurso. O projeto assume relevância, numa altura em que, tanto a sul como a norte do Tejo, os municípios que integram este itinerário se estão a mobilizar no sentido de procederem ao seu levantamento e sinalização.
Nisa integra um dos itinerários portugueses mais antigos até Santiago de Compostela, designado por Caminho Português do Interior, também conhecido como Caminho Português do Leste. Têm o seu início em Tavira, no Algarve e entra na Galiza por Chaves, ligando-se ao Caminho Sanabrês (prolongamento da Via da Prata) e seguindo por este até Santiago.
Existem diversas referências iconográficas, toponímicas a Santiago no concelho de Nisa. Na obra “Vias Portuguesas de Peregrinação a Santiago de Compostela na Idade Média” de Humberto Baquero Moreno, é referido um documento que se encontra na Torre do Tombo [ Chancelaria de D. Afonso V, livro 15, folha 45 v.], onde é relatado um episódio ocorrido em 1455, envolvendo um casal de peregrinos alemães que se dirigiam a Santiago da Galiza e que  apresentaram ao Juiz da Vila de Nisa, a queixa de terem sido assaltados por três vaqueiros no caminho entre Castelo de Vide e Nisa.
O Caminho Português do Interior entra no concelho de Nisa, junto às passadeiras da Ribeira de Sor, na confluência das freguesias de Vale do Peso (Crato) e de Alpalhão (Nisa), estende-se por cerca de 35 km até alcançar a ponte sobre o rio Tejo (Vila Velha de Ródão). Atravessa as freguesias de Alpalhão, Espírito Santo, Nossa Senhora da Graça, S. Simão e Santana e as localidades de Alpalhão, Nisa e Pé da Serra.
A sinalização deste itinerário contempla três fases distintas:–Sinalização e marcação com setas amarelas e a vieira de Santiago, que nalguns troços comporta também a colocação de postes de madeira e marcos em cimento (sinalética convencionada para a orientação dos peregrinos);– Colocação de sinalética complementar: placas direcionais urbanas, leitores de paisagem ou painéis indicativos;– Formalização de proposta à Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal, no sentido de homologar este itinerário como um percurso de Grande Rota.
15/2/2013