17 janeiro 2014
Sinalização e marcação do Caminho de Santiago no concelho de Nisa
O Sector de Atividades Desportivas e Lazer da Câmara Municipal
de Nisa está a implementar o projeto de Sinalização e Marcação do Caminho de
Santiago na sua passagem pelo concelho de Nisa.
O principal objetivo deste projeto é a correta orientação
dos peregrinos que se dirigem a Santiago de Compostela, mas tem outros
objetivos transversais, como a definição de etapas que contemplem a pernoita de
peregrinos tanto em Alpalhão como em Nisa, contribuindo desta forma para a
sustentabilidade do comércio local designadamente nas vertentes da restauração
e da hotelaria.
Foram realizados trabalhos de prospeção, de reconhecimento e
de limpeza em troços do Caminho e está em curso a sinalização e marcação do
percurso. O projeto assume relevância, numa altura em que, tanto a sul como a
norte do Tejo, os municípios que integram este itinerário se estão a mobilizar
no sentido de procederem ao seu levantamento e sinalização.
Nisa integra um dos itinerários portugueses mais antigos até
Santiago de Compostela, designado por Caminho Português do Interior, também
conhecido como Caminho Português do Leste. Têm o seu início em Tavira, no
Algarve e entra na Galiza por Chaves, ligando-se ao Caminho Sanabrês
(prolongamento da Via da Prata) e seguindo por este até Santiago.
Existem diversas referências iconográficas, toponímicas a
Santiago no concelho de Nisa. Na obra “Vias Portuguesas de Peregrinação a
Santiago de Compostela na Idade Média” de Humberto Baquero Moreno, é referido
um documento que se encontra na Torre do Tombo [ Chancelaria de D. Afonso V,
livro 15, folha 45 v.], onde é relatado um episódio ocorrido em 1455,
envolvendo um casal de peregrinos alemães que se dirigiam a Santiago da Galiza
e que apresentaram ao Juiz da Vila de
Nisa, a queixa de terem sido assaltados por três vaqueiros no caminho entre
Castelo de Vide e Nisa.
O Caminho Português do Interior entra no concelho de Nisa,
junto às passadeiras da Ribeira de Sor, na confluência das freguesias de Vale
do Peso (Crato) e de Alpalhão (Nisa), estende-se por cerca de 35 km até alcançar a ponte
sobre o rio Tejo (Vila Velha de Ródão). Atravessa as freguesias de Alpalhão,
Espírito Santo, Nossa Senhora da Graça, S. Simão e Santana e as localidades de
Alpalhão, Nisa e Pé da Serra.
A sinalização deste itinerário contempla três fases
distintas:–Sinalização e marcação com setas amarelas e a vieira de Santiago,
que nalguns troços comporta também a colocação de postes de madeira e marcos em
cimento (sinalética convencionada para a orientação dos peregrinos);– Colocação
de sinalética complementar: placas direcionais urbanas, leitores de paisagem ou
painéis indicativos;– Formalização de proposta à Federação de Campismo e
Montanhismo de Portugal, no sentido de homologar este itinerário como um
percurso de Grande Rota.
15/2/2013
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Pé da Serra
16 janeiro 2014
S. SIMÃO: Obras na Freguesia
A Câmara Municipal de Nisa, está a calcetar uma pequena
parte rente à estrada entre o início da Rua da Escola e o fontanário.
A curva da estrada, junto ao campo de futebol, também já
conhecida pela curva do "bate-bate", já foi cortada e alargada,
faltando apenas ser calcetada ou levar o respectivo alcatrão.
No edifício onde funcionam a Junta de Freguesia e o Centro
de Dia, o chão da sala no piso superior está em muito mau estado, vai ser
arrancado e colocado outro de novo, cujos materiais serão suportados pela Junta
de Freguesia e a mão de obra pela Câmara.
José Hilário - 3/1/2013
12 julho 2012
POESIA: Sou do Monte
Sou do monte
Sou daqui
Desta aldeia
Para mim
Tão bonita
Para ti
Tão esquisita
Tão feia
Que esquecimento
Só o vento
E o céu estrelado
Me acompanham lado a lado
No pensamento
Quando me banham
Com água da fonte
E estou sozinho
Penso em ti
Abala a mágoa
Sou daqui
Sou do monte
Sou montesinho
Desta aldeia
Para mim
Tão bonita
Para ti
Tão esquisita
Tão feia
Que esquecimento
Só o vento
E o céu estrelado
Me acompanham lado a lado
No pensamento
Quando me banham
Com água da fonte
E estou sozinho
Penso em ti
Abala a mágoa
Sou daqui
Sou do monte
Sou montesinho
.José Hilário
03 abril 2012
MORREU O TI VARA!

Faleceu ontem, dia 2 de Abril, em Vila Velha de Ródão, o ti Vara.
José Lopes Valente Miguéns, natural do Pé da Serra, foi pedreiro, emigrante, homem de muitos ofícios, militante antifascista, comunista, presidente da Junta de Freguesia de S. Simão durante vários mandatos.
Foi, inquestionavelmente, um "Homem de Abril" e um devotado servidor da sua terra e freguesia.
Era, para além de tudo, um amigo. Um amigo daqueles a quem custa escrever umas palavras, mesmo para dizer-lhe, em jeito de despedida, que a sua vida, a sua luta por um mundo melhor, valeu a pena.
No lugar etéreo onde irá repousar bem orgulhar-se e dizer, como Pablo Neruda: "Confesso que Vivi!
Obrigado, camarada Vara pelo teu exemplo!
Mário Mendes
NR: O funeral realiza-se hoje, dia 3 de Abril, às 14,30h para o cemitério de Pé da Serra.
26 março 2012
PÉ DA SERRA: Largo das Festas com "Pista de Dança"
O piso é de xisto rijo, em pedras fatiadas, colocadas em radiais a partir de um ponto fora do centro do circulo, causando um efeito muito agradável.
No sábado de Páscoa haverá uma inauguração condigna, onde pelas 15.oo horas atuará a Banda da Sociedade Musical Nisense, havendo de seguida bailarico tão do agrado destes montesinhos. A execução da obra esteve a cargo do calceteiro da Câmara sr. Maia.
Esta obra era necessária, permitindo agora não ser necessário a utilização dos pesados estrados de madeira.
A Junta de Freguesia de São Simão, agradece ao arquiteto Paulo Matos a oferta do projeto, assim como todo o acompanhamento da execução da referida obra, agradecimentos idênticos à Câmara Municipal de Nisa pela cedência de mão de obra.
José Hilário-Presidente da Junta de Freguesia de Simão
Esta obra era necessária, permitindo agora não ser necessário a utilização dos pesados estrados de madeira.
A Junta de Freguesia de São Simão, agradece ao arquiteto Paulo Matos a oferta do projeto, assim como todo o acompanhamento da execução da referida obra, agradecimentos idênticos à Câmara Municipal de Nisa pela cedência de mão de obra.
José Hilário-Presidente da Junta de Freguesia de Simão
25 julho 2011
Nova ETAR quase concluída
A Estação de Tratamento de Águas Residuais de Pé da Serra está pronta a entrar em funcionamento, pondo fim a anos de suplício dos moradores que tinham de suportar os cheiros nauseabundos provocados pelo mau funcionamento e falta de limpeza da fossa séptica, à entrada da aldeia.A nova ETAR com uma capacidade de tratamento de 34 m3/dia foi projectada para servir uma população de 220 habitantes e de acordo com os dados técnicos da obra, o tratamento preliminar será efectuado na Obra de Entrada e será constituído por operações de limitação de caudal, por intermédio de um descarregador de tempestade, gradagem para remoção de sólidos grosseiros, medição de caudal e por fim uma etapa de gradagem e desarenação para remoção de areias, através de um equipamento compacto.
O tratamento secundário numa ETAR por lamas activadas em arejamento prolongado será efectuado num tanque de arejamento, dimensionado para promover a remoção biológica da carga orgânica. Todas as operações que podem ocorrer num processo de lamas activadas, ocorrem, sequencialmente, em espaços diferentes sendo portanto esta tecnologia baseada no espaço físico.
A linha de tratamento de lamas consistirá no espessamento gravítico das lamas biológicas em excesso, num silo/espessador, seguido da sua desidratação utilizando um sistema móvel por centrifuga. No entanto, como medida de segurança foram previstos leitos de secagem que permitirão uma maior flexibilidade na exploração desta instalação.
De acordo com a entidade gestora do projecto, as águas residuais resultantes do tratamento serão descarregadas no meio receptor, o regato que conduz ao Ribeiro do Nizorro, “sem o afectar, respeitando o seu equilíbrio ecológico e o bem-estar da população.”
Mário Mendes in "Alto Alentejo" - 13/7/2011
22 novembro 2010
PEDRO BAPTISTA: Filho ilustre de Pé da Serra
Pedro Batista, o cientista que está estudando e construindo um fígado, assunto amplamente divulgado, por toda a imprensa mundial, é descendente do Pé da Serra.Seus pais e avós, residem na freguesia de São Simão, no Pé da Serra.
Seus avós, foram pequenos comerciantes e agricultores.
Seu pai está aposentado do Ministério das Finanças e sua mãe aposentada do Ministério da Educação.
A comunidade Pé da Serrense, espalhada pelos quatro cantos do mundo, está orgulhosa do filho ilustre que tem, o qual está desenvolvendo um trabalho notável e pioneiro na criação de fígados.
Rapaz inteligente, pacato, como é próprio das grandes personalidades, tem sempre mantido uma estreita ligação às suas origens.
Temos a certeza, que o seu nome ficará para sempre, indelevelmente ligado ao enorme avanço que toda a sua acção nesta matéria causará na evolução da medicina.
Na próxima época natalícia, não vai ter tempo para receber tantos abraços e parabéns dos familiares e amigos do Pé da Serra. Aqui lhe deixo já um convite muito especial: ir à lenha para o lume do Natal.
José Hilário
Jovem Cientista tem raízes em Pé da Serra
Os bons fígados de Pedro Baptista: De Portalegre à Carolina do Norte para criar células hepáticasJoseph Ernest Renan, filósofo e historiador francês, dissera: “Em todas as coisas humanas, são sobretudo dignas de estudo as origens”. Pé da Serra, a oito quilómetros de Nisa, em Portalegre, só conheceu os caminhos do progresso após o 25 de Abril, segundo os registos e talvez por ter sido calcetada pelo inconformismo durante tanto tempo.
Pedro Baptista – o jovem cientista português de 33 anos, que desenvolveu células hepáticas em laboratório, no Instituto de Medicina Regenerativa do Centro Médico Baptista da Universidade de Wake Forest, em Winston-Salem, na Carolina do Norte (E.U.A), uma espécie de ‘mini-fígados’ – revelou-se tenazmente contra a resignação e diz agora que não arredará o pé dali “enquanto não tentar o transplante”.
Este investigador, que frisa ser “um alentejano de gema”, tem percurso marcadamente lusitano e revelou ao «Ciência Hoje» (CH) que, após conseguir aquilo que se propõe [o transplante de um órgão completo], almeja que o futuro seja igualmente em terras lusas. Mudou-se para os Estados Unidos em 2004 para realizar o doutoramento e é um elemento do extinto programa de Biomedicina da Gulbenkian.
“Lembro-me perfeitamente do momento em que quis seguir esta área”, disse. E acrescentou que ao longo da constituição do ano académico, aquando de um dos temas dos seminários sobre Biologia do Desenvolvimento e Células Estaminais "foi quando o interesse se fixou”. “É isto, aquilo que realmente quero fazer”, exclamou.
Células hepáticas criadas em laboratório
O empenho aumentou com a procura de um laboratório onde pudesse criar um novo tecido ou órgão. Pedro Baptista licenciou-se em Farmácia, na Universidade de Lisboa e, como tal, desenvolver um fígado ou uma plataforma que o permitisse realizar novos testes farmacológicos ou toxicológicos (testar químicos usados na alimentação) são uma ambição crescente. Contudo, existem “muitas barreiras para conseguir recriar o órgão na sua totalidade, como o número de células necessárias (milhares de milhões),por falta de tecnologia”, sub
linhou.
A actual alternativa é “obter hepatócitos [células encontradas no fígado capazes de sintetizar proteínas, usadas tanto para exportação como para sua própria manutenção] de alguns destes órgãos recolhidos para transplante – e já usados em terapias celulares – ou criar esta ‘bio- engineering’ do fígado”, sustentou ao CH.
Vantagens das células adultas
Para o cientista alentejano, a grande vantagem destas células humanas adultas, por serem maduras, é superior em relação às embrionárias, que são progenitoras. Estes avanços têm inúmeras aplicações para doenças metabólicas e hepáticas. “Nestes casos, as terapêuticas celulares são a maior solução”, revela.
Em situações de cirrose crónica, Pedro Baptista explicou que “o transplante é a única solução e terá ser um órgão saudável novo ou criado em laboratório”. Ainda, usar o modelo 'bio-engeneering’ no desenvolvimento de embriões humanos ou para estudos sobre o cancro, tal como já está a fazer com metástases do cólon, são outras possibilidades
.
Entretanto, os mini-fígados têm 2,5 centímetros de diâmetro e pesam menos de seis gramas. Para serem utilizáveis, deveriam pesar pelo menos meio quilo e “uma vez transplantados, estes órgãos conservam a suas funções iniciais e vão ganhando outras à medida que se desenvolvem”. Depois de conseguir, “não sei a quem é que este trabalho poderá interessar”, mas “existem excelentes institutos em Portugal”, revelou. E não conteve de frisar algumas das suas preferências como: “o Instituto de Medicina Molecular, que tem medicina regenerativa; a própria Gulbenkian, em Biologia do Desenvolvimento; o Instituto Nacional de Engenharia Biomédica ou ainda os 3 B’s da Universidade do Minho”, concluiu. O estudo já foi publicado no jornal «Hepatology».
Marlene Moura in “Ciência Hoje” - www.cienciahoje.pt
linhou.A actual alternativa é “obter hepatócitos [células encontradas no fígado capazes de sintetizar proteínas, usadas tanto para exportação como para sua própria manutenção] de alguns destes órgãos recolhidos para transplante – e já usados em terapias celulares – ou criar esta ‘bio- engineering’ do fígado”, sustentou ao CH.
Vantagens das células adultas
Para o cientista alentejano, a grande vantagem destas células humanas adultas, por serem maduras, é superior em relação às embrionárias, que são progenitoras. Estes avanços têm inúmeras aplicações para doenças metabólicas e hepáticas. “Nestes casos, as terapêuticas celulares são a maior solução”, revela.
Em situações de cirrose crónica, Pedro Baptista explicou que “o transplante é a única solução e terá ser um órgão saudável novo ou criado em laboratório”. Ainda, usar o modelo 'bio-engeneering’ no desenvolvimento de embriões humanos ou para estudos sobre o cancro, tal como já está a fazer com metástases do cólon, são outras possibilidades
.Entretanto, os mini-fígados têm 2,5 centímetros de diâmetro e pesam menos de seis gramas. Para serem utilizáveis, deveriam pesar pelo menos meio quilo e “uma vez transplantados, estes órgãos conservam a suas funções iniciais e vão ganhando outras à medida que se desenvolvem”. Depois de conseguir, “não sei a quem é que este trabalho poderá interessar”, mas “existem excelentes institutos em Portugal”, revelou. E não conteve de frisar algumas das suas preferências como: “o Instituto de Medicina Molecular, que tem medicina regenerativa; a própria Gulbenkian, em Biologia do Desenvolvimento; o Instituto Nacional de Engenharia Biomédica ou ainda os 3 B’s da Universidade do Minho”, concluiu. O estudo já foi publicado no jornal «Hepatology».
Marlene Moura in “Ciência Hoje” - www.cienciahoje.pt
20 outubro 2009
Plenário de Cidadãos elegeu Junta de Freguesia
O executivo da Junta de Freguesia de S. Simão foi eleito no passado sábado, dia 17, em Plenário de Cidadãos.
No dia 11 de Outubro, os eleitores de S. Simão votaram para a Câmara e Assembleia Municipal de Nisa, não o podendo fazer para a Assembleia de Freguesia uma vez que a lei estabelece outro tipo de votação para as freguesias com menos de 150 eleitores.
Na reunião foi eleita ainda a mesa do Plenário de Cidadãos que, na prática, tem as mesmas competências da Assembleia de Freguesia.
Ao Plenário de Cidadãos apresentaram-se três listas. A lista A, conotada com a CDU, que venceu com 66 votos. A lista B, apoiada pelo PSD, que recolheu 12 votos e a lista C, afecta ao PS que obteve 28 votos.
José Miguéns Louro Hilário foi reeleito como presidente da Junta, Joaquim da Graça Martins Valente é o secretário e Júlio da Cruz Carrilho de Almeida, o tesoureiro.
Esmeralda Carrilho de Almeida ficou a presidir à Mesa do Plenário de Cidadãos, que tem João José Miguéns Carrilho e António de Almeida da Cruz Valente, como 1º e 2º secretários, respectivamente.
No dia 11 de Outubro, os eleitores de S. Simão votaram para a Câmara e Assembleia Municipal de Nisa, não o podendo fazer para a Assembleia de Freguesia uma vez que a lei estabelece outro tipo de votação para as freguesias com menos de 150 eleitores.
Na reunião foi eleita ainda a mesa do Plenário de Cidadãos que, na prática, tem as mesmas competências da Assembleia de Freguesia.
Ao Plenário de Cidadãos apresentaram-se três listas. A lista A, conotada com a CDU, que venceu com 66 votos. A lista B, apoiada pelo PSD, que recolheu 12 votos e a lista C, afecta ao PS que obteve 28 votos.
José Miguéns Louro Hilário foi reeleito como presidente da Junta, Joaquim da Graça Martins Valente é o secretário e Júlio da Cruz Carrilho de Almeida, o tesoureiro.
Esmeralda Carrilho de Almeida ficou a presidir à Mesa do Plenário de Cidadãos, que tem João José Miguéns Carrilho e António de Almeida da Cruz Valente, como 1º e 2º secretários, respectivamente.
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