16 janeiro 2014

S. SIMÃO: Obras na Freguesia

A Câmara Municipal de Nisa, está a calcetar uma pequena parte rente à estrada entre o início da Rua da Escola e o fontanário.
A curva da estrada, junto ao campo de futebol, também já conhecida pela curva do "bate-bate", já foi cortada e alargada, faltando apenas ser calcetada ou levar o respectivo alcatrão.
No edifício onde funcionam a Junta de Freguesia e o Centro de Dia, o chão da sala no piso superior está em muito mau estado, vai ser arrancado e colocado outro de novo, cujos materiais serão suportados pela Junta de Freguesia e a mão de obra pela Câmara.
José Hilário - 3/1/2013

12 julho 2012

POESIA: Sou do Monte


Sou do monte
Sou daqui
Desta aldeia
Para mim
Tão bonita
Para ti
Tão esquisita
Tão feia
Que esquecimento
Só o vento
E o céu estrelado
Me acompanham lado a lado
No pensamento
Quando me banham
Com água da fonte
E estou sozinho
Penso em ti
Abala a mágoa
Sou daqui
Sou do monte
Sou montesinho
.José Hilário

03 abril 2012

MORREU O TI VARA!



Faleceu ontem, dia 2 de Abril, em Vila Velha de Ródão, o ti Vara.
José Lopes Valente Miguéns, natural do Pé da Serra, foi pedreiro, emigrante, homem de muitos ofícios, militante antifascista, comunista, presidente da Junta de Freguesia de S. Simão durante vários mandatos.
Foi, inquestionavelmente, um "Homem de Abril" e um devotado servidor da sua terra e freguesia.
Era, para além de tudo, um amigo. Um amigo daqueles a quem custa escrever umas palavras, mesmo para dizer-lhe, em jeito de despedida, que a sua vida, a sua luta por um mundo melhor, valeu a pena.
No lugar etéreo onde irá repousar bem orgulhar-se e dizer, como Pablo Neruda: "Confesso que Vivi!
Obrigado, camarada Vara pelo teu exemplo!
Mário Mendes
NR: O funeral realiza-se hoje, dia 3 de Abril, às 14,30h para o cemitério de Pé da Serra.

26 março 2012

PÉ DA SERRA: Largo das Festas com "Pista de Dança"

Com projeto e direção do arquiteto Paulo Matos, foi recentemente concluida a obra no recinto no largo das festas, onde agora até os "pés de chumbo", hão-de parecer bailarinos do "bolchoi".

O piso é de xisto rijo, em pedras fatiadas, colocadas em radiais a partir de um ponto fora do centro do circulo, causando um efeito muito agradável.

No sábado de Páscoa haverá uma inauguração condigna, onde pelas 15.oo horas atuará a Banda da Sociedade Musical Nisense, havendo de seguida bailarico tão do agrado destes montesinhos. A execução da obra esteve a cargo do calceteiro da Câmara sr. Maia.
Esta obra era necessária, permitindo agora não ser necessário a utilização dos pesados estrados de madeira.
A Junta de Freguesia de São Simão, agradece ao arquiteto Paulo Matos a oferta do projeto, assim como todo o acompanhamento da execução da referida obra, agradecimentos idênticos à Câmara Municipal de Nisa pela cedência de mão de obra.
José Hilário-Presidente da Junta de Freguesia de Simão

25 julho 2011

Nova ETAR quase concluída



A Estação de Tratamento de Águas Residuais de Pé da Serra está pronta a entrar em funcionamento, pondo fim a anos de suplício dos moradores que tinham de suportar os cheiros nauseabundos provocados pelo mau funcionamento e falta de limpeza da fossa séptica, à entrada da aldeia.
A nova ETAR com uma capacidade de tratamento de 34 m3/dia foi projectada para servir uma população de 220 habitantes e de acordo com os dados técnicos da obra, o tratamento preliminar será efectuado na Obra de Entrada e será constituído por operações de limitação de caudal, por intermédio de um descarregador de tempestade, gradagem para remoção de sólidos grosseiros, medição de caudal e por fim uma etapa de gradagem e desarenação para remoção de areias, através de um equipamento compacto.
O tratamento secundário numa ETAR por lamas activadas em arejamento prolongado será efectuado num tanque de arejamento, dimensionado para promover a remoção biológica da carga orgânica. Todas as operações que podem ocorrer num processo de lamas activadas, ocorrem, sequencialmente, em espaços diferentes sendo portanto esta tecnologia baseada no espaço físico.
A linha de tratamento de lamas consistirá no espessamento gravítico das lamas biológicas em excesso, num silo/espessador, seguido da sua desidratação utilizando um sistema móvel por centrifuga. No entanto, como medida de segurança foram previstos leitos de secagem que permitirão uma maior flexibilidade na exploração desta instalação.
De acordo com a entidade gestora do projecto, as águas residuais resultantes do tratamento serão descarregadas no meio receptor, o regato que conduz ao Ribeiro do Nizorro, “sem o afectar, respeitando o seu equilíbrio ecológico e o bem-estar da população.”
Mário Mendes in "Alto Alentejo" - 13/7/2011

22 novembro 2010

PEDRO BAPTISTA: Filho ilustre de Pé da Serra

Pedro Batista, o cientista que está estudando e construindo um fígado, assunto amplamente divulgado, por toda a imprensa mundial, é descendente do Pé da Serra.
Seus pais e avós, residem na freguesia de São Simão, no Pé da Serra.
Seus avós, foram pequenos comerciantes e agricultores.
Seu pai está aposentado do Ministério das Finanças e sua mãe aposentada do Ministério da Educação.
A comunidade Pé da Serrense, espalhada pelos quatro cantos do mundo, está orgulhosa do filho ilustre que tem, o qual está desenvolvendo um trabalho notável e pioneiro na criação de fígados.
Rapaz inteligente, pacato, como é próprio das grandes personalidades, tem sempre mantido uma estreita ligação às suas origens.
Temos a certeza, que o seu nome ficará para sempre, indelevelmente ligado ao enorme avanço que toda a sua acção nesta matéria causará na evolução da medicina.
Na próxima época natalícia, não vai ter tempo para receber tantos abraços e parabéns dos familiares e amigos do Pé da Serra. Aqui lhe deixo já um convite muito especial: ir à lenha para o lume do Natal.
José Hilário

Jovem Cientista tem raízes em Pé da Serra

Os bons fígados de Pedro Baptista: De Portalegre à Carolina do Norte para criar células hepáticas
Joseph Ernest Renan, filósofo e historiador francês, dissera: “Em todas as coisas humanas, são sobretudo dignas de estudo as origens”. Pé da Serra, a oito quilómetros de Nisa, em Portalegre, só conheceu os caminhos do progresso após o 25 de Abril, segundo os registos e talvez por ter sido calcetada pelo inconformismo durante tanto tempo.
Pedro Baptista
– o jovem cientista português de 33 anos, que desenvolveu células hepáticas em laboratório, no Instituto de Medicina Regenerativa do Centro Médico Baptista da Universidade de Wake Forest, em Winston-Salem, na Carolina do Norte (E.U.A), uma espécie de ‘mini-fígados’ – revelou-se tenazmente contra a resignação e diz agora que não arredará o pé dali “enquanto não tentar o transplante”.
Este investigador, que frisa ser “um alentejano de gema”, tem percurso marcadamente lusitano e revelou ao «Ciência Hoje» (CH) que, após conseguir aquilo que se propõe [o transplante de um órgão completo], almeja que o futuro seja igualmente em terras lusas. Mudou-se para os Estados Unidos em 2004 para realizar o doutoramento e é um elemento do extinto programa de Biomedicina da Gulbenkian.
“Lembro-me perfeitamente do momento em que quis seguir esta área”, disse. E acrescentou que ao longo da constituição do ano académico, aquando de um dos temas dos seminários sobre Biologia do Desenvolvimento e Células Estaminais "foi quando o interesse se fixou”. “É isto, aquilo que realmente quero fazer”, exclamou.
Células hepáticas criadas em laboratório
O empenho aumentou com a procura de um laboratório onde pudesse criar um novo tecido ou órgão. Pedro Baptista licenciou-se em Farmácia, na Universidade de Lisboa e, como tal, desenvolver um fígado ou uma plataforma que o permitisse realizar novos testes farmacológicos ou toxicológicos (testar químicos usados na alimentação) são uma ambição crescente. Contudo, existem “muitas barreiras para conseguir recriar o órgão na sua totalidade, como o número de células necessárias (milhares de milhões),por falta de tecnologia”, sublinhou.
A actual alternativa é “obter hepatócitos [células encontradas no fígado capazes de sintetizar proteínas, usadas tanto para exportação como para sua própria manutenção] de alguns destes órgãos recolhidos para transplante – e já usados em terapias celulares – ou criar esta ‘bio- engineering’ do fígado”, sustentou ao CH.
Vantagens das células adultas
Para o cientista alentejano, a grande vantagem destas células humanas adultas, por serem maduras, é superior em relação às embrionárias, que são progenitoras. Estes avanços têm inúmeras aplicações para doenças metabólicas e hepáticas. “Nestes casos, as terapêuticas celulares são a maior solução”, revela.
Em situações de cirrose crónica, Pedro Baptista explicou que “o transplante é a única solução e terá ser um órgão saudável novo ou criado em laboratório”. Ainda, usar o modelo 'bio-engeneering’ no desenvolvimento de embriões humanos ou para estudos sobre o cancro, tal como já está a fazer com metástases do cólon, são outras possibilidades.
Entretanto, os mini-fígados têm 2,5 centímetros de diâmetro e pesam menos de seis gramas. Para serem utilizáveis, deveriam pesar pelo menos meio quilo e “uma vez transplantados, estes órgãos conservam a suas funções iniciais e vão ganhando outras à medida que se desenvolvem”. Depois de conseguir, “não sei a quem é que este trabalho poderá interessar”, mas “existem excelentes institutos em Portugal”, revelou. E não conteve de frisar algumas das suas preferências como: “o Instituto de Medicina Molecular, que tem medicina regenerativa; a própria Gulbenkian, em Biologia do Desenvolvimento; o Instituto Nacional de Engenharia Biomédica ou ainda os 3 B’s da Universidade do Minho”, concluiu. O estudo já foi publicado no jornal «Hepatology».
Marlene Moura in “Ciência Hoje” - www.cienciahoje.pt

20 outubro 2009

Plenário de Cidadãos elegeu Junta de Freguesia

José Hilário reeleito Presidente da Junta
O executivo da Junta de Freguesia de S. Simão foi eleito no passado sábado, dia 17, em Plenário de Cidadãos.
No dia 11 de Outubro, os eleitores de S. Simão votaram para a Câmara e Assembleia Municipal de Nisa, não o podendo fazer para a Assembleia de Freguesia uma vez que a lei estabelece outro tipo de votação para as freguesias com menos de 150 eleitores.
Na reunião foi eleita ainda a mesa do Plenário de Cidadãos que, na prática, tem as mesmas competências da Assembleia de Freguesia.
Ao Plenário de Cidadãos apresentaram-se três listas. A lista A, conotada com a CDU, que venceu com 66 votos. A lista B, apoiada pelo PSD, que recolheu 12 votos e a lista C, afecta ao PS que obteve 28 votos.
José Miguéns Louro Hilário foi reeleito como presidente da Junta, Joaquim da Graça Martins Valente é o secretário e Júlio da Cruz Carrilho de Almeida, o tesoureiro.
Esmeralda Carrilho de Almeida ficou a presidir à Mesa do Plenário de Cidadãos, que tem João José Miguéns Carrilho e António de Almeida da Cruz Valente, como 1º e 2º secretários, respectivamente.

16 setembro 2009

S. SIMÃO: Um pouco da sua história


Fotos de Tiago Moura
São Simão é uma freguesia portuguesa do concelho de Nisa, com 27,83 km² de área e 156 habitantes (2001). Densidade: 5,6 hab/km².
Da época da colonização romana, é possível apreciar a existência de uma antiga ponte, fazendo-se indicação de que São Simão, nesse tempo, deveria já apresentar-se como um núcleo populacional de certa importância. Por alvará de 4 de Abril de 1555, segundo José Diniz da Graça Motta e Moura, na sua obra “Memória Histórica da Notável Vila de Niza”, institui-se “uma nova parochia da ermida de S. Simão, próximo da serra d’este nome”. A população de Nisa tinha registado um significativo aumento e havia necessidade de se proceder a uma reorganização em termos administrativos. Deste modo, D. Manuel para além de criar a paróquia de São Simão, procede também à fundação das paróquias de São Matias e do Espírito Santo. Na verdade, a paróquia da matriz, a única freguesia existente, no início do reinado de D. Manuel, tinha deixado de servir, de modo eficaz, toda a população de Nisa, e D. Manuel criando mais três paróquias, procura resolver este problema. Não obstante, apreciemos as verdadeiras palavras, usadas pelo autor citado, para explicar a criação da paróquia de São Simão: “E como os povos d’além da Ribeira de Niza ficaram a cargo da Matriz, e os beneficiados com a obrigação do coro não podiam desempenhar bem os deveres parochiaes, e era além d’isto muito gravoso aos parochianos ter a séde da freguesia tão distante de seus lares, que alguns ficavam a duas grandes leguas d’esta villa por caminhos quasi inaceitáveis e perigosos, institui-se uma nova parochia na ermida de S. Simão, próximo da serra d’este nome, por alavará de 4 de Abril de 1555, a que elles ficaram pertencendo.” A Igreja de São Simão, edificada num lugar ermo e desabitado, “nos princípios da monarchia para uso dos habitantes d’aqueles povos, que a cercam, que ali concorriam nos dias santificados a ouvir missa. Na provisão de 2 de Abril de 1555, mandando o bispo D. Julião d’Alva instituir n’ella provisoriamente uma freguesia, diz que é preciso, primeiro, reedifica-la, porque por sua muito antiguidade estava quasi demolida: foi na verdade reedificada, e depois acsrescentada fazendo-lhe dois altares laterais, um dedicado à Virgem do Rosário, e outro a Santo António, e nélla se estabeleceu definitivamente a parochia, que tomou o seu nome a ainda o conserva; Mas pelos anos de 1811, sendo demolida pelas tropas da guerra Peninsular, teve a freguezia de se mudar para a capella da Senhora do Rosário do Monte do é da Serra, onde continua, ficando a egreja servindo para cemitério, onde os parochianos são sepultados; e assim acabou esta egreja, que tantas gerações tinham frequentado e concorrido.” A antiga freguesia de São Simão de Pé da Serra foi vigairaria da Ordem de Cristo no termo de Nisa, à semelhança de outras freguesias do seu concelho. Graças à iniciativa do monarca D. Dinis, que não esquecendo o seu extraordinário papel levado a cabo no âmbito do processo da reconquista, a primitiva Ordem dos Templários, depois da contenda em torno da possibilidade de ter que ser extinta, continuou a existir em Portugal, embora com o nome da Ordem de Cristo e os seus bens não lhe foram confiscados. Foi-lhe, desse modo, permitido dar continuidade ao exercício de formação cultural das suas gentes, cujas terras estavam sob a sua tutela, como é o caso de São Simão. Segundo Pinho Leal, “O rei, pelo tribunal da mesa de consciência e ordens, apresentava o vigário, que tinha 120 alqueires de trigo, 120 de cevada, e 12$000 reis em dinheiro, de rendimento annual.” Em 1768, tinha 111 fogos, aparecendo na comarca de Castelo Branco, em 1839, e na comarca de Nisa, em 1862. Américo Costa no seu Dicionário Corográfico compunha-a dos seguintes lugares: Arneiro, Atalho, Corga, Duque, Feteira, Monte Cimeiro, Monte do Arneiro, Monte Novo, Pardo, Porto do Fojo, Póvoa e Vinagra. A Grande Enciclopédia Portuguesa Brasileira apresenta-a como compreendendo os lugares de: Arneira, Duque, Monte Cimeiro e Monte do Pardo, Pé da Serra e Vinagra. A freguesia de São Simão, na “Memória Histórica da Notável Vila de Nisa”, aparece ainda descrita como possuindo a capela de Santa Ana, fundada por Manuel Lopes, e seu filho, o padre Domingos Lopes, no ano de 1772. Tinha um cemitério contíguo, construído por volta de meados do século XIX. Uma outra capela, de grande devoção e concorrência para os povos da freguesia de São Simão, era a do Arcanjo São Miguel, edificada no cume da serra que lhe dera o nome. Nessa capela era realizado um arraial, no dia 8 de Maio. Ao que parece, a dita capela era antiquíssima e, no ano de 1572, por se achar em tão evidente estado de pobreza, frei Adão Vaz doou-lhe por sua morte uma grande courela de safra na folha da Pedra da Cera, para com o seu rendimento, se fazer a sua conservação e restauro, ficando a administração a cargo do vigário da matriz.
Wikipédia, a enciclopédia livre.

05 agosto 2009

Memória Histórica do concelho de Nisa

Sessão camarária de 13 de Março de 1877
Também foi presente um officio do Presidente de Parochia de S. Simão trazendo adjunto um requerimento do doutor José da Graça pereira Roza, que a Camara lhe tinha enviado para que a Junta informasse sobre a pretenção do requerente, em que pede para mudar um atravessadouro que passa junto a uma sua tapada, que pega com a capella de Sanatana.
A Junta informa que nenhum inconveniente há para o público a concessão do pedido e a Câmara em vista da resposta da Junta, deliberou conceder-lhe a licença pedida.