22 novembro 2010

Jovem Cientista tem raízes em Pé da Serra

Os bons fígados de Pedro Baptista: De Portalegre à Carolina do Norte para criar células hepáticas
Joseph Ernest Renan, filósofo e historiador francês, dissera: “Em todas as coisas humanas, são sobretudo dignas de estudo as origens”. Pé da Serra, a oito quilómetros de Nisa, em Portalegre, só conheceu os caminhos do progresso após o 25 de Abril, segundo os registos e talvez por ter sido calcetada pelo inconformismo durante tanto tempo.
Pedro Baptista
– o jovem cientista português de 33 anos, que desenvolveu células hepáticas em laboratório, no Instituto de Medicina Regenerativa do Centro Médico Baptista da Universidade de Wake Forest, em Winston-Salem, na Carolina do Norte (E.U.A), uma espécie de ‘mini-fígados’ – revelou-se tenazmente contra a resignação e diz agora que não arredará o pé dali “enquanto não tentar o transplante”.
Este investigador, que frisa ser “um alentejano de gema”, tem percurso marcadamente lusitano e revelou ao «Ciência Hoje» (CH) que, após conseguir aquilo que se propõe [o transplante de um órgão completo], almeja que o futuro seja igualmente em terras lusas. Mudou-se para os Estados Unidos em 2004 para realizar o doutoramento e é um elemento do extinto programa de Biomedicina da Gulbenkian.
“Lembro-me perfeitamente do momento em que quis seguir esta área”, disse. E acrescentou que ao longo da constituição do ano académico, aquando de um dos temas dos seminários sobre Biologia do Desenvolvimento e Células Estaminais "foi quando o interesse se fixou”. “É isto, aquilo que realmente quero fazer”, exclamou.
Células hepáticas criadas em laboratório
O empenho aumentou com a procura de um laboratório onde pudesse criar um novo tecido ou órgão. Pedro Baptista licenciou-se em Farmácia, na Universidade de Lisboa e, como tal, desenvolver um fígado ou uma plataforma que o permitisse realizar novos testes farmacológicos ou toxicológicos (testar químicos usados na alimentação) são uma ambição crescente. Contudo, existem “muitas barreiras para conseguir recriar o órgão na sua totalidade, como o número de células necessárias (milhares de milhões),por falta de tecnologia”, sublinhou.
A actual alternativa é “obter hepatócitos [células encontradas no fígado capazes de sintetizar proteínas, usadas tanto para exportação como para sua própria manutenção] de alguns destes órgãos recolhidos para transplante – e já usados em terapias celulares – ou criar esta ‘bio- engineering’ do fígado”, sustentou ao CH.
Vantagens das células adultas
Para o cientista alentejano, a grande vantagem destas células humanas adultas, por serem maduras, é superior em relação às embrionárias, que são progenitoras. Estes avanços têm inúmeras aplicações para doenças metabólicas e hepáticas. “Nestes casos, as terapêuticas celulares são a maior solução”, revela.
Em situações de cirrose crónica, Pedro Baptista explicou que “o transplante é a única solução e terá ser um órgão saudável novo ou criado em laboratório”. Ainda, usar o modelo 'bio-engeneering’ no desenvolvimento de embriões humanos ou para estudos sobre o cancro, tal como já está a fazer com metástases do cólon, são outras possibilidades.
Entretanto, os mini-fígados têm 2,5 centímetros de diâmetro e pesam menos de seis gramas. Para serem utilizáveis, deveriam pesar pelo menos meio quilo e “uma vez transplantados, estes órgãos conservam a suas funções iniciais e vão ganhando outras à medida que se desenvolvem”. Depois de conseguir, “não sei a quem é que este trabalho poderá interessar”, mas “existem excelentes institutos em Portugal”, revelou. E não conteve de frisar algumas das suas preferências como: “o Instituto de Medicina Molecular, que tem medicina regenerativa; a própria Gulbenkian, em Biologia do Desenvolvimento; o Instituto Nacional de Engenharia Biomédica ou ainda os 3 B’s da Universidade do Minho”, concluiu. O estudo já foi publicado no jornal «Hepatology».
Marlene Moura in “Ciência Hoje” - www.cienciahoje.pt

20 outubro 2009

Plenário de Cidadãos elegeu Junta de Freguesia

José Hilário reeleito Presidente da Junta
O executivo da Junta de Freguesia de S. Simão foi eleito no passado sábado, dia 17, em Plenário de Cidadãos.
No dia 11 de Outubro, os eleitores de S. Simão votaram para a Câmara e Assembleia Municipal de Nisa, não o podendo fazer para a Assembleia de Freguesia uma vez que a lei estabelece outro tipo de votação para as freguesias com menos de 150 eleitores.
Na reunião foi eleita ainda a mesa do Plenário de Cidadãos que, na prática, tem as mesmas competências da Assembleia de Freguesia.
Ao Plenário de Cidadãos apresentaram-se três listas. A lista A, conotada com a CDU, que venceu com 66 votos. A lista B, apoiada pelo PSD, que recolheu 12 votos e a lista C, afecta ao PS que obteve 28 votos.
José Miguéns Louro Hilário foi reeleito como presidente da Junta, Joaquim da Graça Martins Valente é o secretário e Júlio da Cruz Carrilho de Almeida, o tesoureiro.
Esmeralda Carrilho de Almeida ficou a presidir à Mesa do Plenário de Cidadãos, que tem João José Miguéns Carrilho e António de Almeida da Cruz Valente, como 1º e 2º secretários, respectivamente.

16 setembro 2009

S. SIMÃO: Um pouco da sua história


Fotos de Tiago Moura
São Simão é uma freguesia portuguesa do concelho de Nisa, com 27,83 km² de área e 156 habitantes (2001). Densidade: 5,6 hab/km².
Da época da colonização romana, é possível apreciar a existência de uma antiga ponte, fazendo-se indicação de que São Simão, nesse tempo, deveria já apresentar-se como um núcleo populacional de certa importância. Por alvará de 4 de Abril de 1555, segundo José Diniz da Graça Motta e Moura, na sua obra “Memória Histórica da Notável Vila de Niza”, institui-se “uma nova parochia da ermida de S. Simão, próximo da serra d’este nome”. A população de Nisa tinha registado um significativo aumento e havia necessidade de se proceder a uma reorganização em termos administrativos. Deste modo, D. Manuel para além de criar a paróquia de São Simão, procede também à fundação das paróquias de São Matias e do Espírito Santo. Na verdade, a paróquia da matriz, a única freguesia existente, no início do reinado de D. Manuel, tinha deixado de servir, de modo eficaz, toda a população de Nisa, e D. Manuel criando mais três paróquias, procura resolver este problema. Não obstante, apreciemos as verdadeiras palavras, usadas pelo autor citado, para explicar a criação da paróquia de São Simão: “E como os povos d’além da Ribeira de Niza ficaram a cargo da Matriz, e os beneficiados com a obrigação do coro não podiam desempenhar bem os deveres parochiaes, e era além d’isto muito gravoso aos parochianos ter a séde da freguesia tão distante de seus lares, que alguns ficavam a duas grandes leguas d’esta villa por caminhos quasi inaceitáveis e perigosos, institui-se uma nova parochia na ermida de S. Simão, próximo da serra d’este nome, por alavará de 4 de Abril de 1555, a que elles ficaram pertencendo.” A Igreja de São Simão, edificada num lugar ermo e desabitado, “nos princípios da monarchia para uso dos habitantes d’aqueles povos, que a cercam, que ali concorriam nos dias santificados a ouvir missa. Na provisão de 2 de Abril de 1555, mandando o bispo D. Julião d’Alva instituir n’ella provisoriamente uma freguesia, diz que é preciso, primeiro, reedifica-la, porque por sua muito antiguidade estava quasi demolida: foi na verdade reedificada, e depois acsrescentada fazendo-lhe dois altares laterais, um dedicado à Virgem do Rosário, e outro a Santo António, e nélla se estabeleceu definitivamente a parochia, que tomou o seu nome a ainda o conserva; Mas pelos anos de 1811, sendo demolida pelas tropas da guerra Peninsular, teve a freguezia de se mudar para a capella da Senhora do Rosário do Monte do é da Serra, onde continua, ficando a egreja servindo para cemitério, onde os parochianos são sepultados; e assim acabou esta egreja, que tantas gerações tinham frequentado e concorrido.” A antiga freguesia de São Simão de Pé da Serra foi vigairaria da Ordem de Cristo no termo de Nisa, à semelhança de outras freguesias do seu concelho. Graças à iniciativa do monarca D. Dinis, que não esquecendo o seu extraordinário papel levado a cabo no âmbito do processo da reconquista, a primitiva Ordem dos Templários, depois da contenda em torno da possibilidade de ter que ser extinta, continuou a existir em Portugal, embora com o nome da Ordem de Cristo e os seus bens não lhe foram confiscados. Foi-lhe, desse modo, permitido dar continuidade ao exercício de formação cultural das suas gentes, cujas terras estavam sob a sua tutela, como é o caso de São Simão. Segundo Pinho Leal, “O rei, pelo tribunal da mesa de consciência e ordens, apresentava o vigário, que tinha 120 alqueires de trigo, 120 de cevada, e 12$000 reis em dinheiro, de rendimento annual.” Em 1768, tinha 111 fogos, aparecendo na comarca de Castelo Branco, em 1839, e na comarca de Nisa, em 1862. Américo Costa no seu Dicionário Corográfico compunha-a dos seguintes lugares: Arneiro, Atalho, Corga, Duque, Feteira, Monte Cimeiro, Monte do Arneiro, Monte Novo, Pardo, Porto do Fojo, Póvoa e Vinagra. A Grande Enciclopédia Portuguesa Brasileira apresenta-a como compreendendo os lugares de: Arneira, Duque, Monte Cimeiro e Monte do Pardo, Pé da Serra e Vinagra. A freguesia de São Simão, na “Memória Histórica da Notável Vila de Nisa”, aparece ainda descrita como possuindo a capela de Santa Ana, fundada por Manuel Lopes, e seu filho, o padre Domingos Lopes, no ano de 1772. Tinha um cemitério contíguo, construído por volta de meados do século XIX. Uma outra capela, de grande devoção e concorrência para os povos da freguesia de São Simão, era a do Arcanjo São Miguel, edificada no cume da serra que lhe dera o nome. Nessa capela era realizado um arraial, no dia 8 de Maio. Ao que parece, a dita capela era antiquíssima e, no ano de 1572, por se achar em tão evidente estado de pobreza, frei Adão Vaz doou-lhe por sua morte uma grande courela de safra na folha da Pedra da Cera, para com o seu rendimento, se fazer a sua conservação e restauro, ficando a administração a cargo do vigário da matriz.
Wikipédia, a enciclopédia livre.

05 agosto 2009

Memória Histórica do concelho de Nisa

Sessão camarária de 13 de Março de 1877
Também foi presente um officio do Presidente de Parochia de S. Simão trazendo adjunto um requerimento do doutor José da Graça pereira Roza, que a Camara lhe tinha enviado para que a Junta informasse sobre a pretenção do requerente, em que pede para mudar um atravessadouro que passa junto a uma sua tapada, que pega com a capella de Sanatana.
A Junta informa que nenhum inconveniente há para o público a concessão do pedido e a Câmara em vista da resposta da Junta, deliberou conceder-lhe a licença pedida.

23 julho 2009

Naturais da freguesia de S. Simão visitaram o Alto Minho


Realizou-se no dia 19 de Julho de 2009, o tradicional passeio de Verão, da Junta de Freguesia de São Simão. Este ano a viagem foi a Viana do Castelo e parte do Alto-Minho. Começamos por visitar a igreja de Santa Luzia, regalar a vista sobre toda a cidade, e o belo rio Lima. Aqui deve ser um dos poucos locais seguiu-se uma ligeira visita por diversos pontos da cidade, onde a igreja da Senhora da Agonia mereceu honras especiais. A cidade está bastante maior, continua limpa e bonita.
José Hilário

15 julho 2009

PÉ DA SERRA: Pintura da Igreja

Está em curso a pintura exterior, da igreja de Nossa Senhora do Rosário, a qual se apresentava com uma grande necessidade de conservação e embelezamento.

Construção da Casa Mortuária

Decorrem a bom ritmo, as obras para a construção da casa mortuária da freguesia, estando neste momento concluído as escavações.
O projecto oferecido e da autoria do arquitecto Paulo Marques, está a ser acompanhado pelo seu autor, pela Câmara Municipal de Nisa e pela Junta de Freguesia de São Simão.

12 junho 2009

Notícias da Freguesia de São Simão


Numa iniciativa da Câmara Municipal de Nisa, com a colaboração da Junta de Freguesia de São Simão, continuam as aulas de ginástica na sede do Centro Cultural e Recreativo “Os Amigos do Pé da Serra”, todas as segundas-feiras das 10.45 às 11.45 horas. Às quintas-feiras na piscina coberta da Câmara, em Nisa, com exercícios no meio aquático, complementa-se o vigor físico num ambiente altamente descontraído e muito agradável.
No primeiro dia de Junho, trinta e três elementos da “Actividade Sénior”, reuniram-se num almoço de confraternização, tendo como convidados de honra os professores.

12 maio 2009

Convívio entre as freguesias de S. Simão e S. Matias



Realizou-se no dia 1 de Maio de 2009, o nono convívio entre as freguesias de São Simão e São Matias, tendo sempre como principal objectivo recordar os casamentos que se realizaram entre vários elementos destas freguesias, nos anos cinquenta do século passado, no qual o futebol foi o principal responsável por estes enlaces. A organização esteve a cargo da Direcção do Centro Cultural e Recreativo “Amigos do Pé da Serra”, com a colaboração da Junta de Freguesia de São Simão.
Nessa época, trocaram-se ainda entre as populações do Monte Claro e do Pé da Serra algumas representações teatrais, bem ao sabor da época e do agrado de ambas as partes.
O jogo de futebol serve unicamente de pretexto, para anteceder um bom e tradicional almoço, na sede dos "Amigos do Pé da Serra".
Perante uma assistência entusiasmada e fervorosa, desta vez a vitória pertenceu aos "Leões da Serra" por 4-1, tendo mais uma vez, o melhor golo sido apontado pelo ponta de lança João Martinho, da equipa vistante, vindo posteriormente a revelar também os seus dotes como acordeonista em "play back", numa arruada, pelas artérias do Pé da Serra, onde as "saias" tradicionais fizeram com que as mulheres viessem à porta da rua com um sorriso nos lábios, recordar tempos que já lá vão. Um recado para alguns elementos de ambas as freguesias: Qualquer dia, temos de cantar a cantiga “Como a rola ninguém canta”. Talvez para o ano...Está bem?
José Hilário

Discurso de José Hilário no 25 de Abril

Discurso proferido no dia 25 de Abril, no Cine -Teatro de Nisa, pelo presidente da Junta de Freguesia de São Simão, José Hilário, em representação da C.D.U.
Exm.º Senhor Presidente da Assembleia Municipal; Exm.ª Senhora Presidente da Câmara; Exm.os Senhores Vereadores; Exm.os Senhores Deputados; Exm.os Senhores Presidentes de Junta de Freguesia; Minhas Senhoras e meus Senhores
A CANTIGA É UMA ARMA
Aqui estamos mais uma vez, de alma e coração, para comemorarmos o 25 de Abril, cada um com a intensidade e o fervor que achar adequados.
Em democracia cada qual escolhe a dosagem que quer utilizar, nada nos é imposto, cada um deve ser responsável pelo que diz e faz. Esta foi uma das linhas de orientação que os Capitães de Abril nos legaram, a par com as famosas:Liberdade; Fraternidade; Igualdade
Liberdade - Não há nada mais precioso do que a liberdade, no entanto esta deve ser exercida com responsabilidade.
Fraternidade – Só depende de cada um de nós exercê-la constantemente com veracidade, não se apregoa aos quatro ventos, pratica-se sem falsas modéstias.
Igualdade – Devemos olhar para este parâmetro, não em termos materiais, mas sim tendo em consideração, que todos somos iguais nos deveres e nos direitos, o que não acontecia antes do 25 de Abril de 1974.
Paralelamente com o Movimento das Forças Armadas, além dos Capitães de Abril, outros elementos houve, também eles relevantes, que deram um contributo precioso, para que o 25 de Abril fosse possível acontecer e que os cravos substituíssem as balas, refiro-me concretamente ao povo português, a homens e mulheres, que tomaram consciência, tendo alguns pago com apropria vida, outros foram presos, perseguidos, torturados, para que nós, hoje aqui, possamos dizer o que nos vai cá dentro, mesmo não estando todos de acordo, como é normal, mas sem medo de discordarmos do nosso semelhante.
Deste povo faziam parte políticos, estudantes, pessoas iletradas, homens e mulheres da cultura, poetas, etc, cada qual lutava como sabia e podia.
O poeta Manuel Alegre algures em África escrevia a “Trova do vento que passa”, que diz isto:
Pergunto ao vento que passa
Notícias do meu país
O vento cala a desgraça
O vento nada me diz
O vento dizia-lhe qualquer coisa, não lhe dizia era o que ele gostava de ouvir, nem quando se daria a mudança de um sistema político totalitário, injusto e ditatorial.
O grande poeta e músico Zeca Afonso, além de muitas outras canções bem cantava: - “Eles comem tudo e não deixam nada”.
Em Abril de 1974, foi como que todas as sementes deixadas na terra seca, às primeiras gotas de chuva explodem. É a força da natureza e da razão. Nada nem ninguém as segura.
Surge o poeta que melhor versejou o 25 de Abril; José Carlos Ary dos Santos com “As portas que Abril abriu”, portas essas que ao longo dos anos se têm vindo a fechar paulatinamente.
Alguns até já afirmam que é liberdade a mais, ora a liberdade nunca é de mais, tem é de se saber usar, outros até já incriminam os Capitães de Abril, chegando até desfaçatez de culparem Vasco da Gama e Pedro Alvares Cabral de serem os culpados da globalização.
Enfim, atiram com tudo o que é de mau para cima dos homens mais ilustres da nossa história.
Para os barões há milhões, para o povo não há tostões.
O Fausto bem canta numa das suas canções: - Assim se faz Portugal, uns vão bem e outros mal.
Vejo com alguma apreensão o futuro do nosso país, não há trabalho para pedreiros, carpinteiros, alfaiates e sapateiros nem para a maior parte dos nossos jovens licenciados, restando-lhes apenas a política, como forma de ganharem a vida, se tiverem padrinhos, vida esta que está cada vez mais triste, pondo a democracia em risco, pois é muito bonito viver em democracia, mas de barriga vazia, embora rime, não deixa ninguém satisfeito.
Estamos a voltar à emigração, que tristeza. A pobreza está a aumentar entre nós. É preocupante. O 25 de Abril não foi feito para isto. O espírito do 25 de Abril tem de continuar vivo entre todos os Portugueses.
-Viva o 25 de Abril
-Viva o concelho de Nisa
-Viva Portugal
25 de Abril sempre!