Mostrando postagens com marcador os nossos poetas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador os nossos poetas. Mostrar todas as postagens

27 outubro 2008

Poetas da nossa terra


VEM POR BEM
Quero, já e agora,
Tudo isto aqui
Bem feito!
Vem uma vez por ano
E quando vem,
Só vê defeito.

Os deveres e o direito
São relevantes saberes
Que devemos levar a peito.
Dizes que fazes p´la vida...
E por Ela?
Juras-lhe amor eterno.
Que o teu coração
Mora Nela.

Às vezes bastam uns quilómetros...
O que tens feito por Ela?
Não venhas só quando és chamado,
Para ires à Portela. (1)
Basta que venhas!
Se vieres... Se gostas Dela,
Por cada porta que se fecha,
Abre tu uma Janela.
(1) Portela d`Areia, local ao lado cemitério
João Louro

22 setembro 2008

Os nossos poetas

AS ANDORINHAS

Mal o Inverno tinha acabado
Foram chegando espaçadamente
E, no baixo beiral do meu telhado
Reconstruíram o ninho novamente

Durante a Primavera e o Verão
Ao nascer do Sol e ao Sol-pôr
Foram a orquestra de animação
Dando aos crepúsculos, amor

Com o aproximar do Outono
Vão preparando a viagem
Já não dormem, não têm sono

São migrantes, sem bagagem
Que partem ao romper do dia
Sem um adeus, cheias de alegria.
José Hilário
in "Pinceladas de Poesia e Contos da Aldeia"

12 agosto 2008

Os nossos poetas

VENTO AMIGO
Tu! Que cantas alegre nos outeiros
Refrescas no Verão tardes amenas
Pões em movimento os veleiros
Leva para longe as minhas penas

Pões searas com movimentos ligeiros
Moinhos remoendo mágoas serenas
Semeias secos campos hospitaleiros
Afagas papoilas e açucenas

Quando no mar alto me fustigaste
E de repente me abandonaste
Eu sei que existes, mas nunca te vi

Pela noite acordas; madrugada
Numa poesia sempre renovada
Por tudo isto é que eu gosto de ti
José Hilário

24 março 2008

OS NOSSOS POETAS

Lágrimas silenciosas
Dantes... quando eu partia
Minha mãe ao despedir-se de mim
Em redor nada se ouvia
Só, silenciosas lágrimas por fim

Ao longo do sinuoso caminho
Até onde a vista alcançava
Sem palavras, soluçando sozinho
Retribuía os acenos, sem palavra.

Agora, se me ponho atrás da vidraça
E penso nisto, baixo os olhos meus
Pelo velho caminho, já ninguém passa

De lá, já ninguém diz adeus
Restam os riachos de puras águas
Onde lavei e enxuguei as mágoas.

José Hilário - Pé da Serra - 12 de Nov. 2001