22 setembro 2008

Os nossos poetas

AS ANDORINHAS

Mal o Inverno tinha acabado
Foram chegando espaçadamente
E, no baixo beiral do meu telhado
Reconstruíram o ninho novamente

Durante a Primavera e o Verão
Ao nascer do Sol e ao Sol-pôr
Foram a orquestra de animação
Dando aos crepúsculos, amor

Com o aproximar do Outono
Vão preparando a viagem
Já não dormem, não têm sono

São migrantes, sem bagagem
Que partem ao romper do dia
Sem um adeus, cheias de alegria.
José Hilário
in "Pinceladas de Poesia e Contos da Aldeia"

09 setembro 2008

Ainda as Festas de S. Simão 2008

Um esclarecimento de Renato Vaz
Sr. José, foi acordado entre todos os festeiros que não seria oferecida comida à Banda durante a arruada, mas seria oferecida bebida. Tal decisão foi transmitida ao representante da Banda. Todos nós (festeiros) tínhamos bebidas preparadas e em todas as casas foi perguntado se queriam beber alguma coisa. Aquando da passagem por casa do festeiro Jorge (marido da Sofia), quem participou na arruada pôde constatar que estava uma mesa com bebidas à vista e disposição de todos. Comuniquei novamente ao responsável da Banda que havia bebidas à disposição e que a comida seria servida junto do local das festas. A dada altura a banda parou e vários elementos abandonaram a “formatura”, perguntei o que se passava e foi-me dito que os mais jovens estavam com sede e que iam beber água. Junto da minha casa, em vez de perguntar ao responsável, perguntei bem alto aos elementos da Banda se queriam beber, tendo então os elementos tomado uma bebida. A arruada continuou, parando novamente em casa do festeiro Carlos. De seguida prosseguiu a arruada tendo-se dirigido para o local das festas onde lhes foi servida comida e bebida. O Sr. José pode confirmar todos estes factos junto do Sr. José Rodrigues, visto que ele acompanhou desde o início a arruada e presenciou tudo.
Renato Vaz

06 setembro 2008

FESTA NO PÉ DA SERRA

As festas em honra de São Simão, tiveram início no passado dia oito e durante quatro dias, houve festa rija, mesmo sem foguetes e fogo preso.
Os bailes são o prato forte destas gentes, aqui dançam avós, filhos e netos, cada um à sua maneira.
Há mais de um século, que as festas se realizam, ininterruptamente, sempre em espaço aberto e totalmente grátis.
A população no Pé da Serra quadruplicou, durante as festas, provocando alguns engarrafamentos no trânsito.
Além de um vasto programa pagão, merece realce a procissão em honra do padroeiro, abrilhantada pela banda da Sociedade Musical Nisense, seguindo-se um concerto aplaudido de pé.
Os festejos tiveram o seu epílogo no dia doze, já com o sol a banhar a serra de S. Miguel e todo o pessoal degustando o porco assado no espeto.
Como não há “bela sem senão”, deve aqui ficar registado, uma falha que esperamos não vir a fazer jurisprudência. Refiro-me ao facto dos festeiros durante a arruada não oferecerem, aos elementos da banda e respectivos acompanhantes, como sempre se fez, uma bebida e qualquer coisa de comer. Não respeitaram a tradição e tornaram o percurso mais difícil, sem paragens para descanso, causando alguns problemas em especial aos mais jovens músicos.
Desta vez, notou-se a ausência do povo de Nisa, talvez porque a crise já aqui chegou.
José Hilário